Daniel afirmou que, ele e pessoas que eram intimamente ligadas a Iris, ficaram “incrédulas” com a filiação de Ana Paula Rezende ao PL. Foto: DG
O vice-governador de Goiás e presidente regional do MDB, Daniel Vilela, relembrou atuação de Iris Rezende na união entre ele e o governador Ronaldo Caiado. De acordo com Vilela, foi o próprio ex-prefeito que sugeriu a aliança e auxiliou nas articulações à época. Daniel afirmou que, ele e pessoas que eram intimamente ligadas a Iris ficaram “incrédulas” com a filiação de Ana Paula Rezende ao PL, decisão que ele descreveu como “atitude impensada”.
“A minha condição de vice hoje foi construída pelo Iris Rezende, lá no escritório do Iris Rezende, foi ele quem me chamou. Na época, até ventilava-se a possibilidade de eu ser candidato a senador em 2022, e o Iris Rezende disse assim para mim: ‘Daniel, talvez até para você seja melhor ser senador, mas para o partido não. Para o projeto do partido, você tem que ser vice-governador, candidato a vice-governador lá do governador Ronaldo Caiado’”, relembrou Vilela durante conversa com os jornalistas durante a posse da desembargadora Laura Bueno, na última sexta-feira (20).
Daniel ainda detalhou que Iris fez “vários elogios ao governador”. “Do comportamento ético dele, do combate à corrupção, da diferença das práticas políticas e administrativas do governador Caiado com o governo anterior. Me lembro dessa conversa que tive com o Iris Rezende, que foi decisiva e que em seguida nos oportunizou um encontro com o governador”, ressaltou Vilela.
Segundo Daniel, estava previsto que Ana Paula assumisse, dentro de 40 dias, a presidência regional do MDB. “Daqui 40 dias, ela se tornaria presidente estadual do MDB em Goiás. Como vice-presidente, atualmente como já anunciado pelo governador, ao se desincompatibilizar e me tornar governador, eu deixaria a presidência do partido e ela assumiria a condição de líder do nosso partido, do partido do qual o pai dela sempre foi o líder, inclusive também presidiu”, detalhou.
Motivações ligadas ao Memorial Iris Rezende
O vice-governador ainda aproveitou a ocasião para se defender das queixas em relação a sua participação e atuação na construção do Memorial Iris Rezende. “Julgo também necessário trazer aqui uma explicação, que na verdade, até onde eu sei, a grande razão por essa atitude dela é de imputar a mim a situação de não cometer uma ilegalidade de utilizar recursos públicos para poder construir o memorial do Iris. Algo que, do ponto de vista pessoal e político, eu teria a maior das boas vontades, o maior desejo de poder oferecer isso àquele que foi o maior líder político do meu partido. Mas a lei impede isso. Não se pode utilizar recursos públicos para fazer um memorial particular”, defendeu.
Vilela lembrou que Ana Paula desconsiderou a legislação ao tecer as críticas, fator que intensificou as discordâncias e sua decisão de saída do MDB. “Esse foi o fato que levou a ela ter esse comportamento, a tomar essa atitude, a fazer reclamações públicas em relação a mim e ao partido. Sem levar em consideração a ilegalidade, a impossibilidade legal de se utilizar recursos públicos para isso.[…] É algo muito pequeno, algo perfeitamente explicável em razão da lei, para ela poder sair, tomar uma atitude dessa forma, que sem dúvida nenhuma traz aí uma tristeza enorme para muitos MDBistas desse Estado, que nutriu a expectativa dela também colaborar com o nosso partido, com a história do seu pai”, pontuou.
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