ADMITIU
Carro de Eduardo Tomaz foi abordado por dirigente do Vila Nova após a partida
O árbitro Eduardo Tomaz, responsável pelo VAR no clássico entre Atlético-GO e Vila Nova, admitiu ter levado as duas filhas para acompanhar a partida e que uma delas usava a camisa atleticana. Após o duelo deste domingo (22) no Antônio Accioly, pela semifinal do Goianão, o carro em que ele estava com as filhas, de 12 e 15 anos, foi abordado por dirigentes do Vila Nova ainda no estacionamento do estádio.
Durante entrevista concedida à Rádio Bandeirantes, Eduardo admitiu o fato e afirmou que também é um cidadão e que sua família tem o direito de torcer para quem quiser e usar a camisa que quiser. “Levei as duas para o estádio hoje, uma com a camisa do Atlético e outra sem a camisa. Direito delas, uma de 15 anos e outra de 12. Uma coisa ridícula o que eles (dirigentes e torcedores do Vila Nova) fizeram na hora da saída”.
Após o clássico, dirigentes e alguns torcedores vilanovenses foram até o vestiário da arbitragem para cobrar satisfação em relação à falta marcada para a equipe aos 36 minutos do segundo tempo que, na visão deles, deveria ter sido pênalti. Após o ocorrido, o grupo foi até o carro onde Eduardo Tomaz estava, junto com suas duas filhas, e continuaram as ofensas. A Polícia Militar precisou intervir para afastar os envolvidos.
“Uma coisa ridícula. Agora, você tem um filho, é dirigente de um clube, e ele não pode torcer para o outro. Essa foi a minha indignação. Não foi nem sobre o lance, ele está na imagem e cada um tira sua conclusão”, completou o árbitro, ainda falando sobre a situação da abordagem por parte de dirigentes e torcedores do Vila Nova, incluindo o vice-presidente Romário Policarpo.
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Safego repudia ocorrido após o clássico entre Atlético-GO e Vila Nova
O Sindicato dos Árbitros do Estado de Goiás (Safego) se posicionou em relação ao ocorrido após o clássico deste domingo. Segundo eles, o futebol é movido por paixão, e críticas fazem parte do espetáculo. No entanto, o que não pode ser normalizado são atitudes de intimidação, ameaças e ataques à honra de profissionais que exercem sua função com responsabilidade, preparo e compromisso com as regras do jogo. A divergência é legítima; a agressão, jamais.
Ainda de acordo com a nota, é inaceitável que dirigentes, que deveriam prezar pelo equilíbrio e pelo diálogo institucional, protagonizem ou incentivem comportamentos que ultrapassam os limites do respeito. A arbitragem não pode ser transformada em bode expiatório para resultados adversos ou frustrações esportivas.
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